segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Imagens do IV Congresso e Assembleia da Cáritas Brasileira




Representantes de Rio Grande, Pelotas e Bagé juntamente com Dom Demétrio no IV Congresso e Assembleia da Cáritas Brasileira em Passo Fundo (12/11/11)

Representantes da Cáritas Diocesana de Bagé no Congresso e Assembleia da Cáritas






Mensagem do Congresso da Cáritas Brasileira


Mensagem da Cáritas Brasileira sobre o Congresso realizado em Passo Fundo:

A Cáritas Brasileira, reunida em Passo Fundo - RS nos dias 09 a 12 de novembro de 2011, para a realização de seu IV Congresso e XVIII Assembleia, com 320 pessoas enviadas pelas entidades-membro e regionais, quer trazer para todas as comunidades eclesiais, organismos e pastorais, movimentos sociais, entidades parceiras e toda a sociedade brasileira uma mensagem de esperança.Com a motivação bíblica da Parábola do Semeador, aprofundamos a nossa compreensão sobre Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial com base nas experiências concretas que a Cáritas, nos diversos estados brasileiros, vem desenvolvendo nos últimos anos. Essas experiências são as Sementes de um Projeto Popular de sociedade que buscamos construir tendo como base o respeito à dignidade humana e a defesa e promoção de vida plena para todas as pessoas. (Cf. Jo,10,10)Este Congresso está acontecendo em meio a uma realidade carregada de sinais contraditórios. Por um lado, somos testemunhas de que, em todas as regiões, há iniciativas de economia solidária, agroecologia, revalorização das culturas dos povos e comunidades tradicionais e mobilização social e controle de políticas públicas. Elas fazem parte do esforço dos empobrecidos para superar a marginalização social e, ao mesmo tempo, são parte da construção do outro desenvolvimento econômico e social, assentado sobre os valores da solidariedade, sustentabilidade e realizado na diversidade dos territórios. O amor a todas as formas de vida geradas pela Mãe Terra e o amor aos irmãos e irmãs em humanidade é seu fundamento mais profundo.Por outro lado, estas e muitas outras iniciativas populares enfrentam as consequências de mais uma crise financeira mundial, que não foi causada pelos empobrecidos, mas é deles que os setores dominantes estão cobrando mais sacrifícios. No Brasil, o esforço para evitar o contágio dessa crise está assentado no aumento de investimentos públicos em grandes obras do PAC e da Copa de 2014; no congelamento das rendas da população trabalhadora e no estímulo ao consumo por meio da oferta de crédito mais facilitado. Para agilizar as grandes obras, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário estão tomando decisões que colocam em risco áreas de preservação permanente e outras áreas ricas em biodiversidade; expulsam comunidades humanas sem respeito aos seus laços de parentesco e vizinhança e promovem a retirada da população de rua, em criminosas operações de “higienização” urbana, sem reconhecer seus direitos e necessidades.Queremos tornar pública nossa posição especialmente em relação a três processos em curso: a mudança do Código Florestal, a criminalização dos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e negação de direitos dos povos indígenas, das comunidades quilombolas e dos camponeses.Em relação ao Código, deixamos claro que sua nova formulação só será aceitável se definir com clareza normas em favor da defesa do meio ambiente, evitando o cancelamento das dívidas dos grandes proprietários que agrediram a natureza e brechas legais para uma maior destruição do que resta de cobertura vegetal e florestas da Amazônia e dos demais biomas brasileiros. O Código Florestal precisa determinar, com clareza, dispositivos de proteção aos pequenos agricultores, reconhecendo sua importância para a preservação ambiental, com medidas adequadas para que não se inviabilize sua permanência na terra e seja reconhecida sua grande contribuição ao país com a produção de alimentos.Como membros da Cáritas, queremos continuar prestando nossa contribuição ao povo brasileiro através de projetos e programas apoiados por doações voluntárias ou recursos públicos. Reconhecemos as atribuições do Estado e da sociedade civil na formulação e execução de políticas públicas. Por isso, questionamos as medidas adotadas pelo Governo que atingem indistintamente movimentos sociais e organizações da sociedade civil, especialmente a suspensão temporária de projetos sociais que contam com recursos públicos. Se há práticas de corrupção, que sejam fiscalizadas e processadas, aplicando as penas previstas em lei. Se, contudo, a gestão dos recursos está sendo feita com cuidado dentro das finalidades previstas, a suspensão unilateral do governo é uma injustiça com as entidades responsáveis e um grave prejuízo para a população. Exigimos, por isso, a retomada imediata da aprovação de projetos e a liberação dos recursos comprometidos para as entidades em que não há desvios; exigimos, igualmente, que se avance mais rapidamente nos trabalhos que visam a definição do novo marco regulatório das organizações da sociedade civil.Em relação aos povos indígenas, às comunidades tradicionais e aos camponeses, consideramos um desrespeito à Constituição e aos seus direitos o fato que, nos últimos anos, tenham sido praticamente suspensos os processos de reconhecimento e demarcação de territórios indígenas e quilombolas e o processo de reforma agrária. Exigimos que o governo retome de imediato esses processos de demarcação de territórios e de reforma agrária, em diálogo e com participação das organizações indígenas, quilombolas e camponesas, garantindo suas ricas e diversificadas formas de vida e ampliando a produção agroecológica de alimentos.Sob a inspiração da prática e da palavra de Jesus de Nazaré e dos empobrecidos com quem fazemos caminhos de libertação, reafirmamos os seguintes compromissos:- lutar pela democratização do Estado através do fortalecimento da democracia participativa, visando a construção de uma sociedade de Bem Viver;- promover uma cultura de direitos e de emancipação baseada nos princípios éticos de respeito à vida;- empenhar-nos na promoção do protagonismo da juventude, aliando-nos às suas lutas específicas em vista da concretização dos seus direitos;- lutar por políticas públicas de prevenção e de recuperação das condições de vida dos atingidos por desastres socioambientais;- trabalhar, junto com as comunidades tradicionais, pelo respeito à sua cultura e pelo reconhecimento do direito a suas formas de vida e aos seus territórios;- apoiar as lutas pela reforma urbana, pelo direito à cidade onde as pessoas que nela moram vivam com dignidade;- investir na formação de agentes, visando seu crescimento pessoal, seu envolvimento na missão da Cáritas e fortalecendo uma prática de voluntariado ativo, militante e comprometido;- estimular a constituição dos Fundos Solidários, garantindo autonomia nas ações em favor e junto com os excluídos;- aprofundar a prática de trabalho em rede com as CEB´s, pastorais e movimentos sociais, com organizações da sociedade civil, visando maior capacidade de incidência em políticas públicas.Sob a proteção de Maria, mãe de Jesus e nossa, queremos acolher os apelos do povo que clama por paz e vida digna, fazendo sempre o que está ao nosso alcance. Amém, axé, auêre, aleluia!


sábado, 12 de novembro de 2011

Eleito o novo presidente da Cáritas Brasileira



Dom Flávio Giovenale,

da Diocese de Abaetetuba, no estado do Pará, foi eleito com 63% dos votos para ocupar o cargo de presidente da entidade nos próximo quatro anos. No total, 117 delegados participaram deste processo. Dom Flávio recebeu 74 votos e dom Guilherme Antônio Werlang, da diocese de Ipameri (GO), ficou com 43.
O processo eleitoral que teve início ontem, dia 10, durante o IV Congresso e XVIII Assembleia Nacional da Cáritas Brasileira realizado em Passo Fundo (RS), seguiu para hoje, dia 11, pois nenhum dos candidatos recebeu 50% mais um dos votos, conforme prevê o estatuto da instituição.
Anadete Gonçalves Reis foi reeleita ontem para a vice-presidência da entidade com 99% dos votos.
Perfil
O Bispo de Abaetetuba é sacerdote católico da ordem dos salesianos, originário da cidade de Murello, Itália, nascido no dia 06 de maio de 1954.
Estudou Filosofia no Instituto Salesiano de Filosofia e Pedagogia em Lorena, São Paulo entre os anos de 1975 e 1976 e Teologia no Instituto Teológico Pio XI, também em São Paulo, entre 1978 e 1981. Pós graduou-se na Universitá Pontificia Salesiana (Fac. Spiritualitá) em Roma (1984-1985).
Declarou seus votos religiosos em 8 de setembro de 1971 e sua ordenação Presbiteral ocorreu em 20 de dezembro de 1981 em Murello (Itália). Foi ordenado Bispo em 8 de dezembro de 1997 assumindo a Diocese de Abaetetuba.
Antes de ser nomeado Bispo, Dom Flávio Giovenale trabalhou na Pastoral Vocacional no Estado do Pará de 1982 a 1983, foi Reitor do Seminário Menor em Manaus (AM) entre os anos de 1986 a 1989, retornando novamente ao cargo de Reitor do Seminário Maior em Manaus durante um ano (1990-1991); foi Ecônomo da Província de 1992 a 1997 e Procurador Missionário para o Brasil nos anos de 1994 a 1997.
Como Bispo exerceu o cargo de Secretário Executivo nos anos de 1999 a 2003 e Presidente de 2004 e 2007 do Regional Norte 2 da CNBB. Este ano Dom Flávio foi eleito a assumir, pela segunda vez, o cargo de Secretário Executivo da CNBB Norte 2 .


FONTE: Equipe de Comunicação da Cáritas Brasileira

5ª Semana Social Brasileira

mmmmmAs Pastorais Sociais e organismos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vêm realizando desde o início dos anos 90, as Semanas Sociais Brasileiras (SSB). Estes eventos contam com a participação valorosa dos mais diversos agentes das Igrejas e da sociedade organizada de nosso país.
mmmmmA 5ª Semana Social Brasileira, já lançada, propõe como tema de reflexão: “A Participação da Sociedade no Processo de Democratização do Estado Brasileiro”. Tem como objetivo mobilizar as comunidades eclesiais, os movimentos, as pastorais, os organismos e as forças sociais a refletir sobre as estruturas sociais, políticas e econômicas do Estado Brasileiro e participar do processo de sua democratização, promovendo a participação dos pobres e excluídos na construção de um país justo, democrático, solidário e sustentável.
mmmmmJá estão à disposição, nas Edições CNBB, os materiais de orientação da 5ª Semana Social Brasileira, que correspondem a uma primeira etapa do processo que se estenderá até 2013. As pastorais e organismos bem como os movimentos sociais são convidados a divulgar o projeto da Semana Social e procurar colocá-lo no calendário de atividades do próximo ano. Está a disposição o texto de reflexão e o texto com a proposta de instrumental metodológico para a 5ª Semana Social Brasileira.
mmmmmÀ medida do processo outros materiais estarão à disposição na perspectiva de contribuir com as reflexões. Isto não impede que as pastorais, movimentos sociais e outros grupos aliados possam, a partir da proposta do tema de reflexão e contando com a boa vontade e criatividade de tantos irmãos e irmãs, produzir materiais e dispô-los para o restante do Brasil. A contribuição é bem vinda. Até o final no mês o site estará à disposição.
mmmmmOutras informações necessárias poderão ser obtidas pelo email ssb@cnbb.org.br. Os materiais podem ser obtidos pelos e-mails vendas2@edicoescnbb.org.br; vendas3@edicoescnbb.org.br.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Paróquia São Judas Tadeu em Bagé realiza encontro das CEBs

Agentes da Equipe Diocesana de Apoio e Animação das Comunidades Eclesiais de Base da Diocese de Bagé assessoraram o Encontro de lideranças que atuam nas Comunidades da Paróquia São Judas Tadeu em Bagé no dia 23 de outubro, Dia Mundial das Missões


O Encontro foi realizado dentro das programações da Novena do Padroieiro São Judas Tadeu. Os/as participantes foram acolhidos na missa da comunidade e acompanharam a homilia partilhada. Ao longo do dia o evento foi realizado no salão paroquial.


Houve troca de experiências da caminhada realizada pelas Comunidades, reflexão da Palavra de Deus e da missão da Igreja, estudo do Documento da CNBB nº 94 das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.



Na avaliação do encontro destacou-se a importância de momentos de estudo, animação e partilha e a possibilidade da realização de um encontro anual das comunidades.

Comissão de Políticas Públicas debate sobre Impactos das Mudanças Climáticas

A Cáritas Paroquial de Dom Pedrito acolheu no dia 20 de outubro a Comissão de Políticas Públicas juntamente com pessoas que atuam em projetos comunitários em Bagé e lideranças que participam nas comunidades e pastorais da Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio de Dom Pedrito.




O evento teve como pauta: "Os impactos das Mudanças Climáticas em nossa vida". Os/as participantes do encontro trocaram experiências sobre a realidade ambiental e partilharam ações concretas que estão sendo realizadas na defesa da vida e da natureza, tais como: Pastoral Ecológica, Hortas Comunitárias, reciclagem de lixo, reaproveitamento de materiais nos grupos de Economia Popular Solidária, Oficinas de Recliclagem de materiais, cultivo de hortas caseiras, jardins e outras ações.



O destaque do encontro foi a presença e testemunho dos jovens da Comunidade São Gregório e a disponibilidade de todos/as em continuar assumindo compromissos com a defesa do meio ambiente e a vida do planeta=casa de todos/as