domingo, 24 de junho de 2012


          Durante a Feira de Economia Solidária de Santa Maria, a Cáritas, CPT, Rede de Sementes Crioulas, CONSEA, entre outras entidades e organizações estarão realizando seminário sobre Soberania Alimentar e Sementes Crioulas no dia 14 de julho. Logo mais estaremos divulgando a programação.
Agende-se.



Abçs
Altair Pozzebon
Cáritas Regional RS
Comunicação e Convite

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O futuro na perspectiva da Caritas


O futuro na perspectiva da Caritas:
Todos com fome de justiça, equidade, 
sustentabilidade ecológica e co-responsabilidade! 
 Caritas Internacional, http://www.caritas.org - Adital


           O mundo atravessa, há alguns anos, uma crise sem precedentes que se caracteriza por suas dimensões sistêmicas e internacionais. Esta crise é, na realidade, uma conjugação de várias crises (alimentar, energética, climática, financeira, humanitária, econômica e social), que tem como consequência o aumento das desigualdades, da exclusão, da violência, dos conflitos, das migrações forçadas, do empobrecimento de um número cada vez maior de pessoas e o escândalo de 1 bilhão de pessoas que passam fome.

           Frente a esta crise, a Caritas Internationalis, uma confederação mundial de 164 organizações solidárias católicas, reafirma seu enfoque em um desenvolvimento integral humano solidário, entendido como uma perspectiva completa, que leva em consideração a interdependência da família humana e seu bem-estar, em suas diferentes dimensões: econômica, social, política, cultural, ecológica e espiritual, com o fim de alcançar uma sociedade baseada nos princípios de fraternidade, justiça, equidade e solidariedade.

             A Caritas defende o enfoque do desenvolvimento humano, por meio do respeito e da realização dos direitos humanos (incluindo o direito ao desenvolvimento). Erradicar a fome, a pobreza e a exclusão são prioridades fundamentais para a Caritas.

             Conclamamos a uma mudança de paradigma, a uma nova civilização do amor pela humanidade, que coloque a dignidade e o bem-estar de homens e mulheres no centro de toda ação. Todo compromisso que se assuma na cúpula da Rio+20 deve validar esta perspectiva. Conclamamos os líderes do mundo a enfrentar este desafio, com valentia e confiança, a fim de que esta cúpula seja uma mensagem de esperança para a humanidade, sobretudo para os pobres e excluídos.

"Sem verdade, sem confiança e sem amor pelo verdadeiro, não há consciência e responsabilidade social,
 e a atuação social se deixa a mercê de interesses privados e de lógicas de poder, com efeitos desagregadores sobre a sociedade, ainda mais em uma sociedade em vias de globalização, 
em momentos difíceis como os atuais.” (CiV 5)

            No caminho dessa mudança, na qual esperamos que a Cúpula na Rio+20 seja uma pedra angular, cinco elementos/dimensões são fundamentais:

1) Um futuro sem fome
            Conclamamos os(as) líderes para fazer da luta contra a fome uma prioridade e assegurar o direito à alimentação. A alimentação é a base para poder desenvolver nossas capacidades e talentos. Sim, como o documento zero afirma, 1/6 da população do mundo está subalimentada (75% deles são pequenos camponeses). Esta mesma população não pode contribuir totalmente para o bem de suas comunidades nem de suas famílias. Estamos desperdiçando importantes recursos humanos, que são essenciais para a saúde do nosso planeta. A única fome que deveríamos sofrer é a fome pela justiça, equidade, sustentabilidade ecológica e corresponsabilidade.

2) Um futuro com visão
            Conclamamos a que se mantenha a visão contida nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e o compromisso dos lideres para aplicá-los. Representam hoje um guia para o desenvolvimento sustentável e para um mundo mais justo. É importante aprofundar o sentido desses objetivos com as pessoas mais afetadas adaptando-os às necessidades de hoje. Além disso, é essencial que um marco renovado de tais objetivos contenham compromissos por parte dos países desenvolvidos para que se envolvam na promoção de um modelo de desenvolvimento a favor do bem-estar de toda a humanidade, priorizando a justiça, a equidade, a sustentabilidade ecológica e a corresponsabilidade.

3) Um futuro de cuidados com a nossa casa: A criação
            Conclamamos a que a capacidade transformadora do ser humano seja utilizada para o cuidado da criação e se incentivem ativamente projetos, ideias e medidas que cuidem do ambiente. Nossos ambientes de vida, sejam eles rurais ou urbanos, devem caracterizar-se por uma vida digna e sã com máxima sustentabilidade ecológica. O foco de conquista e de exploração dos recursos naturais tem predominado e a se estendido, ameaçando hoje a própria capacidade de acolhida do meio ambiente: o ambiente como ‘recurso’ coloca em perigo o ambiente como ‘casa’. A incontrolada transformação do território pela atividade humana favorece o aumento da vulnerabilidade dos espaços e das sociedades, trazendo também consequências injustas por afetar principalmente os grupos mais pobres e desfavorecidos, que muitas vezes não são sujeitos causadores de práticas arriscadas.

4) Um futuro com o novo marco econômico verde
            A Caritas apoia a ideia de uma economia verde, desde que respeite princípios éticos, de equidade e solidariedade. Conclamamos a que a construção de uma visão de "economia verde” não substitua, ou deixe de fora, as premissas correspondentes ao "desenvolvimento humano, integral e sustentável” construídas há décadas, já que existe uma genuína preocupação, da parte das organizações em todo o mundo, de que o novo conceito de "economia verde”, leve em si mesmo o modelo de mercado como eixo fundamental e, por tanto reforça os princípios neoliberais do crescimento como meta; o mercado como gestor da sustentabilidade; o aumento de preços além do imaginável; maior privatização dos bens comuns (água, oceanos, bosques) e planos de ajuste estrutural ambiental. A Doutrina Social da Igreja é definitiva no chamado a buscar novas maneiras de distribuição e a privilegiar a pessoa em toda sua integralidade, sobretudo os sujeitos mais vulneráveis, para que tenham uma vida digna, e isto confronta claramente muitos dos princípios do modelo centrado no mercado. O novo marco econômico não deve centralizar-se na maximização de benefícios, mas deve favorecer o trabalho digno, dando esperança sobre tudo aos milhares de jovens que estão sem trabalho.

5) Um futuro que respeite mulheres e homens criados à imagem de Deus: um novo contrato social
            Conclamamos a desenvolver um código de conduta para uma cidadania global solidária, isto significa definir um novo contrato social que leve em conta nossa interdependência e convoque a atuar como cidadãos(ãs) responsáveis pelo bem comum. Todos e todas somos consumidores dos produtos da criação e, como sujeitos responsáveis, podemos optar por maneiras de viver que favoreçam o desenvolvimento, cuide do meio ambiente e reduza os efeitos negativos para os mais pobres. Por isso, propomos um modelo econômico que inclua dinâmicas de democracia participativa e promova a dignidade humana, o desenvolvimento humano sustentável e a distribuição da riqueza. Conclamamos a todas as pessoas de boa vontade a estabelecer uma cultura de respeito e de diálogo que possibilite o acesso aos direitos e à justiça.

Roma, Junho de 2012.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Lançamento Regional da 5ª Semana Social Brasileira

          Na tarde de sábado, das 14h às 17h, um grupo de cerca de 30 pessoas representantes da base da Igreja Católica, associação de moradores locais e União Bajeense das Associações de Moradores (Ubam) estiveram reunidos no teatro do Colégio Auxiliadora para a primeira ação local do projeto.

          As semanas sociais são parte da ação evangelizadora da igreja em muitos países, que articulam as forças populares e intelectuais para debater questões sociopolíticas relevantes e traçar perspectivas para o seu país, baseadas no ensino social da igreja. Neste ano, no Brasil, a oportunidade das eleições motiva as ações, com o tema “Um novo estado: caminho para uma nova sociedade do bem viver”.
          Conforme explica frei João Osmar, representante da Cáritas e da comunidade da Hulha Negra,  o projeto, que foi lançado no ano passado, se estende até maio do ano que vem. Em 2012 o foco são as ações nos estados. “Daqui saem representantes para a Feira da Economia Solidária, em Santa Maria, ainda em junho, e o Grito dos Excluídos, em setembro”, explica.
          Como resultados já perceptíveis, ele diz que a população está sendo conclamada para discutir o papel do Estado na sociedade. “Queremos levar a comunidade a participar das ações e das eleições”, complementa.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Tarde de Surpresas


            Considerando a necessidade de arrecadarmos recursos financeiros para complementação da obra de Reforma e Adequação da infraestrutura da Ação Social Diocesana, as Comissões de trabalho e pastorais sociais estão organizando uma "tarde de surpresas.
            Colabore, não deixa e participar."

Dia: 10 de junho
Horário: 14h 30 min.
Local: Teatro Auxiliadora
Rua Marcílio Dias Nº 1334


Aguardamos sua presença com muita alegria!

domingo, 3 de junho de 2012

sexta-feira, 1 de junho de 2012

CURSO DE EPS

Amig@s da Caminhada
              A Comissão de EPS da Cáritas Diocesana de Bagé estará promovendo o 3º Curso de Formação e Informação sobre Economia Popular Solidária.
Interssad@a podem preencher a ficha de inscrição e encaminhados para o e-mail: caritasdbage@hotmail.com .
             Contamos com o apoio, a divulgação e a participação de todo/as que acreditam e desejam aprofundar a proposta da Economia Popular Solidária!
UMA NOVA ECONOMIA ACONTECE!
Venha PARTICIPAR!
            FICHA DE INSCRIÇÃO: