
Por Pe. Alex Kloppenburg
...............O tema da vez é a economia. É a pauta de reuniões, comentários, eventos, aulas, palestras e edições jornalísticas. É a proposta das Igrejas Cristãs para a Campanha da Fraternidade deste ano. E quando o assunto é discutido e refletido, é sinal de que está surtindo efeito.
...............É bom lembrar o que é a economia. E aprendi que entendemos melhor o real significado de uma palavra quando conhecemos a sua etimologia. E ECONOMIA vem do grego (oikos + nomos), que significa literalmente “administração da casa”: tem o sentido de providenciar tudo que é necessário à sobrevivência.
...............Uma constante no pensamento social cristão é o caráter humano da economia, como atividade realizada por pessoas, devendo orientar-se ao serviço das pessoas, como o centro, protagonistas e razão de ser da vida econômica e social. Inclusive, a economia, como ciência, deve ser integralmente orientada para a construção do Bem Comum.
................É muito comum ouvirmos os pais orientar seus filhos, desde pequeninos, para que sejam econômicos, isto é, que não esbanjem, que não gastem em supérfluos, que não sirvam mais no prato do que possam comer, que aprendam a repartir, que olhem para os mais necessitados... A economia começa em casa.
................Cada vez mais cresce a consciência planetária, de que o planeta todo é a nossa casa. Assim como cuidamos da nossa casa (lar), assim também devemos cuidar da nossa casa comum (planeta).
................Na nossa vida acumulamos conhecimentos, amizades, sentimentos, mas também acumulamos bens materiais, objetos que julgamos ser indispensáveis para nossa vida, temos condições de adquirir alguns e outros não temos, mas mesmo assim os desejamos.
................A economia numa família e ou na vida de uma pessoa também depende dos valores. Por isso sempre precisamos descobrir quais são os valores que norteiam uma vida, uma família e uma sociedade. O que de fato é importante? O que é mesmo que tem valor?
................Sugiro que cada um de nós também possa fazer-se esta pergunta: o que é realmente importante em minha vida? E ao mesmo tempo veja quanta coisa que somos tentados a adquirir e que não é necessário. E fica a sugestão de nossos pais: “sejamos econômicos!”